Tecnologia permite às mulheres engravidar mais tarde

Uma nova tecnologia promete “parar o tempo” até que a mulher esteja pronta para engravidar: o congelamento de óvulos. O método não é de todo desconhecido e tem estado a ser amplamente testado durante os últimos seis anos nos Estados Unidos. Vários especialistas vieram recentemente defender que a tecnologia está finalmente pronto a ser utilizada de forma mais generalizada.

Há décadas que a ciência estudava este procedimento, sendo o grande desafio congelar os óvulos sem danificar a informação genética. A primeira técnica a ter sucesso era bastante cara mas, mais recentemente, os médicos começaram a utilizar um processo chamado vitrificação, que congela o óvulo em segundos.
Um ensaio clínico seguiu 600 mulheres que foram inseminadas com óvulos “frescos”, digamos, e congelados. Os resultados mostraram que 40% das mulheres de cada grupo ficaram grávida, o que significa que não há grandes diferenças entre os dois métodos.

Nicole Noyes, especialista e fundadora da clínica de fertilidade Langone Medical Center da Universidade de Nova Iorque, defende que já vai sendo altura deste procedimento deixar de ser visto como experimental. Esta mudança de perspetiva, diz, “vai permitir que o procedimento seja utilizada em mais larga escala”.

A tecnologia é em tudo inovadora, os especialistas só não conseguiram ainda tornar o acesso à mesma mais democrático. Outro especialista do Center for Reproductive Medicine and Infertility em Nova Iorque, Zev Rosenwaks, alerta para isso mesmo. “A viabilidade de cada óvulo é desconhecida até ser fertilizado. Por isso, é impossível dizer se foram congelados óvulos suficientes. A mais de 10 mil dólares por cada ciclo… torna-se uma despesa bastante alta”, conclui.