Foi recentemente tornado público um estudo que indica que o exercício físico auxiliado por realidade virtual tem tantos benefícios para os idosos quanto a prática de exercício tradicional. A investigação, intitulada “Cognição nos Idosos: Um Ensaio Clínico”, foi realizada por uma equipa do College’s Healthy Aging and Neuropsychology Lab e já está disponível no American Journal of Preventive Medicine.
Partindo do facto de que o exercício previne e atrasa a demência, melhorando o funcionamento do cérebro em pessoas idosas, a equipa de investigadores questionou-se se o exercício apoiado em realidade virtual poderia levar os indivíduos desta faixa etária a fazer mais exercício e conseguir assim tantos ou mais benefícios cognitivos.
Reuniram-se então 101 voluntários com idades entre os 58 e os 99 anos que foram convidados a fazer exercício numa bicicleta tecnologicamente apetrechada – com direito a avatars e tudo! – a que a equipa de cientistas chamou “Exergames Stationery Bike”. Os participantes foram monitorizados três vezes por semana durante três meses com o objetivo de perceber os desempenhos em funções executivas (planeamento, memória e atenção) e também em questões de saúde mais específicas ligadas ao desemprenho neurológico.
De acordo com o responsável pela equipa, o investigador Cay Anderson-Hanley, os resultados mostram que, comparados com os idosos com um programa de treino normal, estes “cybercycle riders” tiveram melhor desempenho, registando 23% de redução na progressão da demência. A prova de que a tecnologia faz bem e recomenda-se.

