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Upload nas redes com Virgínia Coutinho

Virgínia Coutinho

Virginia Coutinho

Virgínia Coutinho é o estereótipo de D. Afonso Henriques: Vimaranense, jovem, dinâmica, com vontade de conquistar a capital. Para tal criou há cerca de 3 anos o primeiro evento sobre Web 2.0 português, o Upload Lisboa 2.0. Desde então o projecto tem vindo a desenvolver-se e a conseguir atrair todos os principais players de mercado no sector das redes sociais em Portugal. Em conversa com Virgínia, descobrimos que é a comunicar que se sente bem e que gostaria de viver quase sem gadgets. Formadora e colaboradora de um dos blogs de Relações Públicas de referência em Portugal (PiaR), ela desvenda um pouco de si e qual a sua visão sobre as redes sociais em Portugal.

– Em pequena, o que queria ser?
Até aos 9 anos queria muito ser cientista. Depois quis ser “um pouco de tudo”, desde pintora a estilista.

– Clube favorito?
Embora seja vimaranense, não gosto de futebol (estamos a falar de futebol, certo? 😀 ). Torço por Portugal sempre que joga e penso que será o meu único verdadeiro clube.

– Sempre foi aventureira e empreendedora?
Não me considero aventureira ou empreendedora, apenas acho que em Portugal há tanta falta de empreendedores que qualquer pessoa que faça algo já o é considerado.

– Qual é o produto tecnológico com o qual não pode já viver?
Smartphone.

– Qual é que dispensava?
iPad…aliás, já dispensei.

– Qual é a empresa de sonho para trabalhar?
Atrever-me-ia a dizer “Google” ou “Coca-Cola”, já que são duas marcas de que realmente gosto.

– Twitter, Facebook, Google + ou Linkedin, o que prefere?
Google + fica de parte, já que continuo céptica quanto ao seu futuro (não negando que está uma plataforma excelente). Quanto aos outros 3, é uma relação amor-ódio.

– Como criou o conceito do Upload 2.0?
O Upload Lisboa foi pensado numa tarde de Agosto, em 2009, numa altura em que não havia praticamente acesso a nenhuma formação ou partilha de conhecimentos da área sobre o qual o evento incide, a chamada “Web 2.0”. Era então recém-licenciada (tinha-me licenciado há 1 mês) e tinha uma enorme paixão pela área da comunicação online. Nessa altura convidei a Vanessa Quitério, que já conhecia, e posteriormente conhecemos o Bruno Ribeiro e o Bruno Amaral para se juntarem à equipa. Foi neste contexto que o Upload Lisboa nasceu.

– Vamos para o terceiro ano de Upload, quais as maiores diferenças entre a primeira edição e esta última?
Temos aprendido com os erros e a nossa ambição de criar um evento cada vez maior e melhor tem crescido, e isso leva a um aperfeiçoamento do evento. Para além disso a equipa é maior , somos 6, eu, o Bruno Beaumont, o Luís Spencer Freitas, a Vanessa Quitério, o Nelson Pimenta e a Mara Silva, o que nos permite pensar em mais pormenores e tratá-los com maior eficácia.

– O que esperar do Upload 2011?
Muitos oradores de excelente qualidade, debates e um bom ambiente (descontraído). Para além disso os temas em discussão serão muito variados, procurando ser os mais actuais possível. Nesta edição discutir-se-á assuntos como o futuro do Mobile, Social CRM, Facebook, Arte de viral,…

– Quantos participantes são esperados para este ano?
Contamos com 470 participantes. Teremos casa cheia!

– O público tem-se mantido ou sentem alguma volatilidade de ano para ano?
Apenas nesta edição teremos quase tantos participantes quanto as últimas duas edições juntas. A crescente aposta na comunicação do evento, o melhorar do formato e a constante qualidade do evento, fazem com que a tendência seja para ter cada vez mais participantes.

– O Upload no ano passado trouxe nomes internacionais, este ano aposta mais num programa com oradores nacionais, isso deve-se à crise?
O Upload do ano passado estava dividido entre Upload Lisboa e Upload Lisboa Pro, que eram dois eventos distintos, para diferentes públicos e com preços que não se comparavam. Decidimos extinguir o Upload Lisboa Pro e manter o formato com o qual o evento tinha começado. Esse é o Upload que terão neste ano e nos próximos.

– As redes sociais em Portugal estão a ser bem trabalhadas ou há um excesso de oferta não qualificada?
Pior do que isso é o excesso de procura de mão-de-obra não qualificada… e aí reside o principal entrave à profissionalização da área.

– Portugal tem muitos casos de sucesso nas redes sociais?
Há muitas empresas a fazerem boa gestão de redes sociais, bem como bons profissionais…

– Redes Sociais, Web-marketing, Comunicação Online, muito jargão ou disciplinas cada vez mais especializadas e com necessidades específicas que vão para além do Marketing e Comunicação clássicos?
Muitas vezes são mal aplicados mas são conceitos distintos. A tendência da área será ter profissionais cada vez mais especializados numa determinada “disciplina”, mas com uma visão cada vez mais alargada da área. Assim, parece-me importante que se segmente a área e se denomine de forma diferente as várias “disciplinas”.

– Social Media Community Manager, uma nova oportunidade de emprego que começa a ter muito impacto lá fora. E em Portugal como é que é encarado este perfil?
Em Portugal também é uma oportunidade. Efectivamente existem poucas pessoas com qualificações e experiência e as entidades empregadoras continuam a optar por “estagiários”, mas é uma questão de tempo até a situação mudar.

 

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